Não precisa de um conselho, precisa de um abraço.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Quando ele voltou pra casa...
Não precisa de um conselho, precisa de um abraço.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Observares
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Saudade: "Onde está?"
A vida nos faz viver momentos cruéis e nos obrigam a nos desligar de pessoas que se nos perguntassem, nunca conseguiríamos abrir mão delas. Infelizmente não estamos aptos para da noite para o dia dizer adeus definitivamente. E ,talvez por esse motivo, não consigamos tal feito. Por mais que a vida nos leve a um ponto final, para os que ficam, o ponto final nunca é de fato um final. Digamos que ponhamos um ponto e virgula, ou até um ponto de continuação. A saudade é a explicação mais pertinente para essa tese baseada no meu achismo. Sentimos saudade por que ainda levamos aquele amor com a gente, é como se a pessoa tivesse, na forma mais leve de dizer, fechado os olhos e deixado um pouco dela com a gente e por mais que tentem nos fazer compreender que aquilo foi um final, não foi. Ainda somos capazes de carregá-las dentro dos nossos coraçoes.
Saudade é sentir uma necessidade absurda de dar um abraço sem poder, um dor forte e inexplicável no peito e saber que aquilo não tem patologia, é querer dar um simples telefonema para um número que não mais existe, é querer rir com alguém que não pode mais, é querer contar do seu dia, dos seus planos, sabendo que tristemente isso se tornou irreal. Saudade é querer saber do que não existe, é sentir cheiros, ouvir palavras e tudo isso trazer lembranças que fazem crescer um nó enorme na garganta, saudades é saber que o que se sente não é uma ilha cruel, mas um continente com dimensões que extrapolam o tamanho do globo e que consomem a alma por inteiro. Saudades é não se conformar dizendo que foi o final, mas olhar para os lados sem entender e se repetir inúmeras vezes "onde está?". Sentir saudades é ter raiva por saber que seu coração não teve capacidade de se despedir e se sentir pequeno por isso. E depois disso refletir e entender por que que não existiu alguém que pôde de fato definir com exatidão tão triste e urgente sentimento.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Efeito borboleta
Efeito borboleta
G.S.
Já pensou como seria o que hoje é
se o que foi não fosse?
Embora não exista "se" na(s) história(s),
infinitas possibilidades existem.
É bem verdade que algo jamais seria:
o que você desejou que tivesse sido,
pois nunca algo foi nem será como imaginamos.
Mas essa exceção não destrói a infinitude de veredas da vida,
pois até a tão "exata" Matemática comprova:
infinito menos um é ainda infinito.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Março Negro
Não deu nem um mês de suspensão do SOPA/PIPA, e já vem um tal de ACTA (espécie de SOPA, mas MUNDIAL) tirar minha paciência. Como aspirante a artista, esses tipos de projetos de lei, que dizem proteger os direitos autorais do artista, me revoltam profundamente. PRIMEIRO: a maior porcentagem dos ganhos vai para a empresa responsável pelo artista. SEGUNDO: censurando a internet, quem vai ter mais perdas será o próprio dito cujo, que terá menos divulgação rápida e gratuita, dependendo ainda mais das malditas companhias. Ou seja: eles ganham mais dinheiro, nós ficamos sem filmes (porque, cá entre nós, esses DVDs/CDs não tem preços justos) e os artistas ficam com menos visibilidade. Os cantores amadores não podem mais cantar Lady Gaga/Justin Biba/Beyoncé/etc. Os ilustradores não podem mais fazer fanarts/tributos aos personagens que eles gostam. EU não poderei mais fazer fanart. VOCÊ não poderá mais assistir filmes/séries se não as lançadas oficialmente aqui no Brasil, que custam 21891974981278937493 reais POR DVD. Como alguém que quer entrar no ramo do entreternimento (música, quadrinhos, desenhos, livros), me revolta que os velhinhos presidentes dessas empresas tenham essa mente tão fechada e tão cruel. Se você concorda pelo menos um pouquinho, ou se importa com nós, artistas/aspirantes a artistas/pessoas que gostam de se expressar, divulgue. Façamos que nem Gandhi (wadeshi - o boicote a todos os produtos importados, especialmente os produzidos na Inglaterra. Aliada a esta estratégia estava sua proposta de que todos os indianos deveriam vestir o khadi - vestimentas caseiras - ao invés de comprar os produtos têxteis britânicos, com o intuito de conseguir a independência da Índia), um protesto pacífico: Março Negro. sábado, 28 de janeiro de 2012
Meu ar é saudade...
"É existe, sempre existe.
Não há em mim Amar que não esperance.
Nem esperança que não esteja encantada por Amares...
Não há esperança que não deixe a porta aberta...
E não anseie por retorno.
Nesses meus Amares que presentificam ausências,
Não há ausência que não seja presente num suspiro de Saudade...
Não há nada que não seja uma forma disfarçada de suspiro.”
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Sherlock
Eu não sou escrava dos estereótipos de beleza: para que eu me sinta atraída por alguém, a pessoa não tem que parecer necessariamente com um ator qualquer de uma série qualquer que passe em um canal-fechado-de-gente-rica qualquer. Logo, o fato desse cara ser loiro, ter olhos claros e um corpo legal não era um fator determinante para a minha atração. Normalmente. Mas esse cara tinha algo de especial - talvez a cara de tímido, talvez o aparelho fixo nos dentes, ou então a pulseirinha de palha no pulso. Resumindo, pela primeira vez, me atraí por alguém só pela aparência (apesar da cor do cabelo não influenciar muito. Essa homogeneidade de gostos femininos - loiro = gato - nunca fez sentido pra mim, sempre tive o cabelo loiro e nunca me senti mais que uma menina sardenta e orelhuda por causa disso).
O cara loiro desconhecido - o chamarei por enquanto de Sherlock, para evitar repetições - estava esperando sua aula começar. Eu sabia disso porque nos últimos três dias ele subiu as escadas indicadas com uma placa "SALAS DE AULA" assim que o relógio marcou 15:55 - o que eu imagino que seja porque ele leve cerca de cinco minutos para se deslocar até a sala de aula e sentar-se antes que a aula comece. Em dois minutos, sua rotina provavelmente se repetiria. Eu parei de contar as rachaduras do pirulito - por enquanto, doze - e dediquei toda a minha atenção a Sherlock. Em dois minutos ele sairia dali e eu teria tempo pra me concentrar em coisas menos importantes.
Depois de dois minutos, eu direcionei minha atenção a algo que eu descobri não ser menos importante que Sherlock, mas que não necessariamente me trazia muitas alegrias. Numa das últimas folhas do meu caderno, rabisquei um diagrama para analisar a probabilidade de Sherlock estar tão atraído por mim quanto eu estou por ele. Bem. Ele pode ser gay. Ou pode ser hétero mas ter namorada. Ou pode ser hétero e não ser a fim de mim. Ou pode ser a fim de mim - altamente improvável. Ou, ainda, pode simplesmente nunca ter reparado em mim e portanto não ter uma opinião exata - o que, baseando-me em experiências anteriores, tem mais probabilidade de acontecer. Juntei minhas coisas, dei tchauzinho pra moça da recepção (que a essa altura já sacou o que eu vou fazer lá todas as tardes no mesmo horário) e saltitei para casa - porque andar é para os comuns.
Em casa, depois de dar Oi pra papai, tirar o sapato e lavar as mãos duas vezes, encontrei mais uma vez nas redes sociais a Decepção. Dessa vez, não foi nenhum protesto ridículo sobre o chat que parou de funcionar, nem tirinhas do xkcd.com traduzidas e postadas - descaradamente e sem crédito nenhum ao autor original - em perfis de humor. Foi pior. Foi o horror. O HORROR. Na minha página de "Sugestões de amigos", lá estava Sherlock - com seu nome verdadeiro. E uma foto dele, de regatinha, mostrando o "muque" e segurando uma latinha de cerveja.
Ignorei minha ânsia de vômito e tentei saber mais sobre essa criatura que de repente não me pareceu tão atraente. Vamos, Sarah, não julgue as pessoas só pelas aparências, era o que a minha mente me dizia, mas era um comando impossível de ser executado: o perfil dele não estava completamente visível para desconhecidos, me deixando apenas com a sua foto do perfil e as informações "Solteiro" e "Música: Chiclete Com Banana" para traçar um perfil psicológico. Isso não me agradava nem um pouco e eu seria forçada a fazer testes com Sherlock - usar esse nome ao invés do verdadeiro ainda me dava alguma esperança - para descobrir se ele ainda tinha salvação.
No dia seguinte, às 15:50, eu saí do meu lugar de costume, no sofá da recepção da faculdade, e fui até Sherlock. Ele me olhou de forma estranha (não sei se foi a minha camisa com a estampa de um gato morto-vivo ou se ele estava espantado porque estava secretamente apaixonado por mim e não esperava que eu fosse toda linda e glamourosamente andar até ele) e eu tirei da minha bolsa duas unidades do melhor determinante de personalidade já inventado.
"Quer um Nesquik de morango?", eu perguntei enquanto começava a beber o meu.
"Não, valeu, vai que algum conhecido me vê bebendo isso?"
Ele rejeitou o Nesquik. Ele deu um tapa na cara da sociedade dos bebedores de Nesquik e não merecia a minha atenção. A vergonha de segurar uma caixinha de Nesquik em público mostrava que ele era exatamente o tipo de pessoa que eu prefiro evitar: aquele que liga mais para as opiniões dos outros e para o que é mais socialmente aceito e que o caracteriza como "Machão Pegador".
Adeus, Sherlock.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Somos poesias
Qualquer relação entre pessoas é subjetiva, e por isso, me acho no direito de chamar de poesia. Alguns são como João Cabral de Melo Neto, poesias objetivadas. Outros são como Clarice Lispector com sua prosa intimista. Talvez, na minha tese baseada no achismo, até uns tenham essa inquietude aflorada, mas não afirmo nada. Não afirmo porque não posso saber se tudo isso é universal. Queria poder garantir, mas só acho.
Somos poesia, pois acima de tudo, somos sentimentos, somos movidos à isso. A razão é complicada e trabalhosa, é algo que precisamos nos programar e nos obrigar à isso. Não no sentido literal da palavra, mas não é algo espontâneo como o ato de sentir, totalmente involuntário e sem explicação, você apenas sente, porque sente e é ponto final.
Mesmo sem nem achar, somos, sim, poesia. Somos inquietude, somos dúvidas, somos o não-entendimento. E por não entender a si mesmo, tentamos nos entender no outro, e encontrando ou não, sendo mais uma vez sentimento, temos a ilusão de que sabemos a resposta. E daí vem amor, desilusão, saudade, e muito mais amor. Mas no fundo, sempre sentimento, poesia, subjetividade.
Ps: Se você viu isso escrito pela Anna Paula Buaque, nos reencontramos de novo! Sou Hannah e a Anna Paula
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Sol e Lua
Sol e lua
G.S.
Da máscara alegre atrás
a face da chaga jaz.
Escondo do mundo a dor
e o meu represo rancor.
Só que meus olhos me traem
e as lágrimas sempre caem.
A cera é então decomposta
e à mostra a desgraça é posta.
Mas a desgraça maior
é ver o Sol ao redor
que a todos brilhar parece
enquanto o meu ser perece.
Dizem que a mim vai brilhar
um dia o belo astro rei.
Mas via sombria sei
que minha alma há de trilhar.
Eis que diz alguém na rua:
e diferente podia
ser, quando foge do dia
e se esconde atrás... da Lua?
